Cinema Expresso

Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso (Alexander and the Terrible, Horrible, No Good, Very Bad Day, EUA, 2014)
Contando com momentos que são realmente inspirados, o filme compensa os outros que nem são tanto assim graças à sua breve duração, que não abusa do espectador, e principalmente à simpatia do elenco. 3/5
Atari: Game Over
Zak Penn é um roteirista talentoso que, depois de ter dirigido dois mockumentaries (ambos trazendo ninguém menos do que Werner Herzog como ator), aqui dirige um documentário que conta com o mesmo divertido senso de humor de seus projetos anteriores. Usando como pano de funda uma escavação para descobrir se realmente milhões de cartuchos de Atari do jogo “E.T.” foram enterrados no deserto pela empresa, Penn reconta a trajetória do console e tenta apontar as causas de seu colapso, entrevistando figuras-chave da época em um longa objetivo e interessante, ainda que soe superficial na maior parte do tempo. 3/5
Back Issues: The Hustler Magazine Story (Idem, EUA, 2014)
Embora tendo completo acesso às pessoas-chave da história da Hustler (graças ao fato de ser filho de um dos principais diretores de arte da revista), o diretor não consegue apresentar uma única informação que não tenha aparecido em O Povo vs. Larry Flynt, o que é uma proeza. Além disso, o sujeito aparentemente não faz muita ideia acerca do conceito de montagem ou mesmo direção, o que resulta num tom de amadorismo frustrante. 2/5
Balé 422 (Ballet 422, EUA, 2014)
A jornada criativa de Justin Peck ao conceber a coreografia do espetáculo que dá título ao documentário é acompanhada de forma interessante e reveladora, permitindo que o espectador realmente aprecie seu processo artístico e também a escala ambiciosa (e, consequentemente, intimidadora) da produção. 4/5
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Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica (Bill & Ted’s Excellent Adventure, EUA, 1989)
Tolo, óbvio e sem graça, é um filme que tenta sobreviver a partir da estupidez de seus personagens, mas que não consegue sequer criar uma única gag interessante com sua galeria de personagens históricos, o que é um feito. Além disso, é machista a ponto de presentear os heróis com duas garotas como recompensa por seus feitos. Não consigo compreender como esta “comédia” pode ter se tornado tão querida por tantos. 1/5
Bill e Ted – Dois Loucos no Tempo (Bill & Ted’s Bogus Journey, EUA, 1991)
Tão inacreditável quanto o sucesso do filme original é acreditar que pode ter gerado esta continuação tão divertida e inventiva. Com um design de produção que nada repete da preguiça visual do anterior, desta vez a história compreende que não adianta criar situações fantásticas e recheá-las de diálogos imbecis. 3/5
Boa Sorte, Charlie!: É Natal! (Good Luck Charlie, It’s Christmas!, EUA, 2011)
A série até tem seus momentos, mas este longa é apenas uma cópia tola de Antes Só do que Mal Acompanhado que traz todo o sentimentalismo artificial típico de produções Disney para a tevê. 2/5
Bob Esponja: Um Heroi For a d’Água (The SpongeBob Movie: Sponge Out of Water, EUA, 2015)
O design tridimensional dos personagens no terceiro ato, bem como a animação que os insere em cenários reais, é notável. Além disso, o filme (bem como o original) traz algumas brincadeiras metalinguísticas divertidas e um tom irreverente que contagia, embora este seja menos consistente do que no anterior. Além disso, o roteiro é bem mais frágil desta vez, frequentemente apelando para piadas óbvias que confundem nonsense e pura bobagem. Mas há o terceiro ato pra salvar. 3/5